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Congresso Internacional de Políticas Públicas- Desafios e Perspectivas na América Latina

Congresso Internacional de Políticas Públicas- Desafios e Perspectivas na América Latina
A Universidade do Vale do Itajaí - Univali realizou entre os dias 21,22 e 23 de junho, o Congresso Internacional de Políticas Públicas, com abordagem nos desafios e perspectivas na América Latina. Mais de 1600 inscritos de 35 universidades diferentes do Brasil e internacionais participaram dos painéis e debates, entre profissionais da área da saúde, educação, meio ambiente e serviço público. Na quinta-feira, 22, o Professor Doutor Juan Miguel Batallozo Navas, da Universidade de Sevilha, na Espanha, juntamente com a Professora Doutora Maria Cândida Moraes, da PUC de Brasília, falaram sobre a complexidade e transdisciplinaridade e os impactos sobre as políticas públicas nas áreas da educação, saúde e meio ambiente. O tema é teórico, mas dá sustentação ao fenômeno da transformação social através das políticas públicas que é multidimensional. Segundo o Professor Juan Miguel , não se pode falar em políticas públicas, sem falar de necessidade e a quem se destinam essas políticas. Tanto o Professor Juan Miguel quanto a Professora Maria Cândida destacaram a crise mundial, sobretudo a crise do ser e do estar, que impulsionam a humanidade a um vazio de sensibilidade. Destacaram ainda que a transdisciplinaridade não é um paradigma, mas algo que transcende, que vai além e explicam que o ser racional do ser humano não está dando conta do ser espiritual, dimensão que lhe é inerente. Porém, destacam que existe sempre uma terceira possibilidade, capaz de manifestar em outro nível. Pode até nem ser percebida, " mas ela está lá" , concluem. Um exemplo prático da transdisciplinaridade é a criatividade, algo genuinamente humano. Outros exemplos são a ética e a própria transdisciplinaridade. Para implantar políticas públicas é preciso ser transdisciplinar. Ao se propor estas políticas, Professor Juan Miguel cita que devem estar apoiadas em oito valores, quais sejam, o rigor - ao adotar diferentes perspectivas; a tolerância - ao admitir que podemos estar errados; abertura - ao novo, ao produzir novos conhecimentos; solidariedade - ao se conscientizar de que é impossível construir políticas públicas se não formos solidários; responsabilidade - que se baseia na retidão social; criatividade ao se pensar algo novo; inclusão - ao aplicar políticas que fomentem a esperança, ingrediente essencial, destacando que "nunca se deve jogar a toalha" pois, o improvável pode ocorrer ; autonomia - relativa, pois tudo está interligado, mas uma política pública autônoma para agir. Outros temas como internacionalização universitária, desenvolvimento e sustentabilidade, desafios para a América Latina; políticas públicas e juventude, perspectivas no cuidado em saúde e assistência na sociedade de consumo e a sociedade da medicalização foram abordados no Congresso que se caracterizou como um importante momento de reflexão para repensar para onde estamos indo e onde queremos chegar. Banners com os mais diversos trabalhos desenvolvidos por universitários das áreas de saúde, educação e meio ambiente foram apresentados e afixados nos corredores para suscitar a reflexão de que as políticas públicas são metodologias de transformar a realidade e traçar caminhos de inclusão social, diminuindo sofrimento, violência, desesperança e toda leva de males sociais. O tema, como dito anteriormente, é teórico, mas essencial para suscitar reflexões importantes aos profissionais e agentes políticos do século XXI, em especial da América Latina, que deve conhecer as suas demandas, fortalecer os seus projetos sociais e valorizar a sua história .


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